Censo aponta aumento de 4,4% e matrículas superam 7 milhões
O total de alunos matriculados na educação superior brasileira ultrapassou a marca de 7 milhões em 2012. É o que apontam os dados do Censo da Educação Superior divulgados pelo Ministério da Educação nesta terça-feira, 17, em Brasília. Esse número representa aumento de 4,4% no período 2011–2012. Enquanto o número de matrículas nas instituições públicas cresceu 7%, o aumento na rede particular, responsável por 73% do total, foi de 3,5%. “Estamos em um sistema em forte expansão, com mais ingressantes que concluintes”, observou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao apresentar os dados gerais do Censo da Educação Superior, durante entrevista coletiva concedida no MEC. “Não é tarefa fácil assegurar qualidade da expansão de acordo com a demanda por vagas. Temos um compromisso no MEC de assegurar a qualidade do ensino superior.” Considerada apenas a rede federal, o número de matrículas cresceu 5,3% no mesmo período, superando a marca de 1,08 milhão de estudantes. As instituições federais representam 57,3% da rede pública de educação superior. “Temos 7,2 milhões de estudantes do ensino superior e 7,1 milhões de inscritos no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]”, lembrou Mercadante. “Temos um volume equivalente de estudantes no Enem querendo entrar na universidade.” Os 7.037.688 alunos matriculados em cursos de graduação no Brasil estão distribuídos em 31.866 cursos, oferecidos por 2.416 instituições — 304 públicas e 2.112 particulares. O total de estudantes que ingressaram no ensino superior em 2012 chegou a 2.747.089. O número de concluintes, a 1.050.413. As universidades são responsáveis por mais de 54% das matrículas. As faculdades concentram 28,9%; os centros universitários, 15,4%; as instituições federais de educação tecnológica, 1,6%. No período 2011-2012, o número de ingressantes nas instituições de educação superior cresceu 17,1%. Com taxa média de crescimento anual de 8,4% nos últimos dez anos, a rede federal registrou aumento no número de ingressantes superior a 124% entre 2002 e 2012. A rede já participa com mais de 60% dos ingressos nos cursos de graduação da rede pública. Tecnológicos — O Censo mostra também a expansão do número de matrículas nos cursos tecnológicos. Entre 2011 e 2012, o total cresceu 8,5%. Nos cursos de bacharelado, o aumento foi de 4,6% e nos de licenciatura, de 0,8%. Com esse aumento, os cursos tecnológicos representam 13,5% das matrículas na educação superior. Os de bacharelados e de licenciatura participam com 67,1% e 19,5%, respectivamente. “O segmento que mais cresce em número de matrículas são os cursos tecnológicos”, disse Mercadante. “Isso tem muito a ver com o atual momento do Brasil, com o mercado de trabalho aquecido.” Distância — Entre 2011 e 2012, as matrículas avançaram 12,2% nos cursos a distância e 3,1% nos presenciais. Com esse crescimento, a modalidade a distância já representa mais de 15% do total de matrículas em graduação. Dos estudantes que optaram pela modalidade a distância, 72% estão matriculados em universidades. Os centros universitários detêm 23%. A maioria dos matriculados no ensino superior a distância (40,4%) cursa licenciatura. Os que optaram por bacharelados são 32,3% e por tecnólogos, 27,3%. As sinopses estatísticas, os microdados e o resumo técnico do Censo da Educação Superior de 2012 serão publicados em outubro, na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na internet. Mais informações pelo telefone: (61) 2022-3660 e por correio eletrônico. Assessoria de Comunicação Social do Inep Confira a tabela com os resultados do Censo da Educação Superior
Cursos do Mercosul têm selo de qualidade atribuído pelo MEC
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou nesta terça-feira, 17, portaria que atribui selo de qualidade (acreditação) a cursos de agronomia, arquitetura, enfermagem, medicina veterinária e engenharia no Sistema de Acreditação Regional de Cursos do Mercosul. O selo representa uma declaração de qualidade ou reconhecimento do curso entre os países do bloco. O objetivo do reconhecimento dos cursos é integrar os países da região para o desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural. O selo de qualidade facilita o intercâmbio de estudantes e de professores entre as instituições de ensino durante a vigência da certificação. O reconhecimento ocorreu durante a 100ª reunião ordinária da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes), em Brasília. Mercadante ressaltou a importância das avaliações educacionais para a garantia da qualidade na expansão da educação superior. “Vamos continuar exigindo cada vez mais rigor e mais qualidade”, disse. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Claudio Costa, reafirmou o compromisso com a melhoria dos processos de aferição em todas as etapas de ensino. “As avaliações só se concretizam quando a cultura de autoavaliação é incorporada nas instituições”, afirmou. A reunião da Conaes marcou também o início das atividades dos seminários regionais sobre autoavaliação institucional e comissões próprias de avaliação (CPA), organizados pelo Inep. Além do seminário da região Centro-Oeste, nesta terça-feira, 17, e na quarta, 18, em Brasília, estão previstos encontros em Florianópolis, Belém, Salvador e São Paulo. Assessoria de Comunicação Social do Inep
Brasil supera média da OCDE de ingresso de estudantes
Na graduação brasileira, a proporção de ingressantes para cada dez mil habitantes, na maioria das áreas do conhecimento, é superior à média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). É o que revelam dados do Censo da Educação Superior, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). De acordo com o Censo, um dos destaques de 2012 foi o número de ingressantes em cursos ligados às áreas de engenharia, produção e construção. No Brasil, havia 18,8 ingressantes para cada dez mil habitantes nesses cursos. Na média de 2010, para os países da OCDE, foram registrados 15,3. “Estamos crescendo e com uma forte expansão. Quando olhamos os dados de ingressantes vemos o resultado do que tem sido feito”, destaca o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Na área de educação, o número de ingressantes para cada dez mil brasileiros chegou a 24,5, quase três vezes a média da OCDE, que em 2010 registrou 8,7. Outras áreas, como saúde e bem-estar social (16,2 ingressos), ciências, matemática e computação (nove ingressos), também superaram a média em relação aos países da OCDE, com 13,4 e 8,4, respectivamente. O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, afirma que esses números comprovam o esforço de inclusão que o Brasil tem realizado nos últimos anos. “Em um país com as dimensões e características como o nosso, o maior indicador de qualidade é a inclusão”, explica. Matrículas — Cursos nas áreas de ciências sociais, negócios e direito lideraram em número de matrículas (2.896.863), ingressos (1.175.716) e concluintes (455.662) na educação superior em 2012. A área de educação veio logo em seguida, com 1.362.235 matrículas, 488.979 ingressantes e 223.392 concluintes. A de saúde e bem-estar foi a terceira em número de matrículas (961.323) e concluintes (161.575). Em quantidade de ingressantes, os cursos das áreas de engenharia, produção e construção, com 373.665 estudantes, foram a terceira maior opção dos brasileiros em 2012. O curso de administração teve a maior quantidade de matrículas (833.042), de ingressantes (316.641) e de concluintes (134.027) em 2012. Em seguida, vieram direito, com relação a matrículas (737.271) e ingressos (227.770). Pedagogia registrou o segundo maior número de concluintes (112.137). As sinopses estatísticas, os microdados e o resumo técnico do Censo da Educação Superior de 2012 serão publicados em outubro, na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na internet. Mais informações pelo telefone: (61) 2022-3660 e no endereço eletrônicoimprensa@inep.gov.br. Assessoria de Comunicação Social do Inep