CENSO | Ensino a distância se confirma como tendência

** Matéria publicada no site do MEC em 23/10/2020 Link: https://www.gov.br/inep/pt-br/assuntos/noticias/censo-da-educacao-superior/ensino-a-distancia-se-confirma-como-tendencia Levantamento verifica ampliação de vagas e alunos da modalidade remota. Na rede privada, total de ingressantes por EaD é maior do que no ensino presencial A tendência de crescimento do ensino a distância (EaD) se confirma, a cada ano, na educação superior brasileira. Em 2019, 63,2% (10.395.600) das vagas ofertadas foram nessa modalidade, entre as 16.425.302 vagas disponíveis para o nível de ensino, no total. Os dados fazem parte dos resultados do Censo da Educação Superior 2019, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC), em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, 23 de outubro. O censo mostra ainda que, em 2019, pela primeira vez na história, o número de ingressantes em cursos de EaD ultrapassou a quantidade de estudantes que iniciaram a graduação presencial, na rede privada. Ao todo, 50,7% (1.559.725) dos alunos que ingressaram em instituições privadas optaram por cursos de EaD. Em contraponto, 49,3% (1.514.302) dos estudantes escolheram ingressar na educação superior de modo presencial. Quando se trata do acesso dos alunos à graduação ao longo da última década, uma nova configuração da educação superior brasileira se mostra ainda mais evidente. O levantamento aponta que, entre 2009 e 2019, o número de matrículas em cursos a distância aumentou 378,9%. Ingressantes em cursos de EaD correspondiam a 16,1% do total de calouros, em 2009. Em 2019, esse público representou 43,8% do total de estudantes que inicia a educação superior. Ao mesmo tempo, nessa década, houve um aumento de 17,8% dos que optaram por cursos presenciais para iniciar a graduação. Durante a coletiva de apresentação dos resultados do Censo da Educação Superior, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, chamou a atenção para a relevância da etapa educacional no que diz respeito à formação de estudantes e professores, além de destacar o impacto socioeconômico das políticas para a educação em nível superior. “O investimento na educação superior é imperativo para o desenvolvimento científico, para a propulsão da inovação e também para a empregabilidade de nossos jovens”, disse. De acordo com a pesquisa feita pelo Inep, há 2.608 instituições de educação superior no Brasil. Dessas, 88,4% (2.306) são privadas e 302, públicas. O Censo da Educação Superior mostra ainda que a rede privada ofertou 94,9% do total de vagas para graduação, em 2019, enquanto a rede pública disponibilizou 5,1% das oportunidades. Os dados revelam que mais de 6,3 milhões de alunos estudam em instituições particulares, o que significa uma participação de 75,8% do sistema de educação superior. Nesse sentido, a cada quatro estudantes de graduação, três frequentam estabelecimentos de ensino privados. Segundo Wagner Vilas Boas, secretário de Educação Superior do MEC, a pasta utilizará as informações levantadas para subsidiar a análise e a implementação de novas estratégias para o setor. “Tenho certeza de que esse trabalho nos ajudará muito para que possamos estabelecer políticas para melhorias na educação superior do nosso país. Observamos o crescente número de matrículas em EaD. Isso é muito forte na iniciativa privada. No setor público, atuamos fortemente na educação presencial, mas estamos iniciando um trabalho com representantes de instituições que entendem sobre educação digital para desenvolver políticas de ensino digital para a rede federal. Vamos poder ampliar o ensino a distância e atingir um número maior de estudantes, com a mesma qualidade que temos na educação presencial”, afirmou Vilas Boas. Composição – De acordo com o censo, a rede privada configura-se, em sua maioria (83,8%), por faculdades. Das públicas, 43,7% (132) são estaduais; 36,4%, federais (110); e 19,9%, municipais (60). O levantamento mostra ainda que a maioria das universidades é pública (54,5%). Em relação às instituições federais, 63,5% são universidades, enquanto 36,5% são Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFs) e Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). Vagas ocupadas e remanescentes – Em 2019, a rede federal teve mais de 90% de ocupação das novas vagas oferecidas. Trata-se do maior índice entre as diferentes categorias administrativas. Em contraponto, mais de 87 mil vagas remanescentes (71,6%) não foram preenchidas nessa mesma rede de ensino. Já as instituições estaduais tiveram o maior percentual de preenchimento desse tipo de oportunidade: 33%. Trajetória – Ao analisar a trajetória de estudantes ao longo de uma década, a pesquisa aponta que, em 2019, 59% dos alunos desistiram do curso que começaram, em 2010, enquanto 40% concluíram. Dos estudantes monitorados pelo censo ao longo desses dez anos, 1% continuou no curso até 2019. Para o presidente do Inep, Alexandre Lopes, esses dados são fundamentais na elaboração de estratégias para diminuir a taxa de evasão e desistência. “A baixa permanência é um problema. Para a gente aumentar a quantidade de concluintes, isso passa não apenas pelo aumento da oferta, mas também pela maior retenção dos alunos. Com a implementação do Novo Ensino Médio, vamos trabalhar um pouco mais o aspecto da vocação do aluno para sua área de interesse. Com isso, provavelmente, ao entrar na faculdade, ele vai estar mais certo da escolha que fez. Isso pode levar a uma redução da evasão e da desistência no curso de ingresso na educação superior”, avaliou Lopes. Financiamentos e bolsas – O Censo da Educação Superior mostra que quase metade dos alunos matriculados na rede privada (45,6%) conta com algum tipo de financiamento ou bolsa. Desses, 20% correspondem ao Programa Universidade Para Todos (ProUni); 19%, ao Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies); e 61%, a outros tipos de auxílio. Graus acadêmicos – Ao todo, 40.427 cursos de graduação foram oferecidos, em 2019, entre bacharelados, licenciaturas e cursos superiores em tecnologia. Do total, 88,7% (35.898) são presenciais e 11,3% (4.529), a distância. O bacharelado predomina entre os graus acadêmicos ofertados (60,4%). Vale destacar que bacharelandos optam, em sua maioria, pela modalidade presencial. Já no EaD, o predomínio é de estudantes de licenciatura. Os cursos de bacharelado também continuam concentrando a maioria dos ingressantes da educação superior (57,1%), seguidos pelos tecnológicos (22,7%) e pelos de licenciatura (20,2%). Entre 2018 e 2019, houve um aumento de 3,1% no

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